sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Mãe, eu te amo!
Como é bom saber que depois de ter vivido tudo o que eu já vivi, ainda posso contar com seu colo e ombro amigo! Você podia sarar logo...
Homenagem
Quero homenagear duas pessoas que no momento estão fazendo a minha vida mais feliz!!! Anna e Deiva amoooooo vocês!!!! São duas amigas irmãs gêmeas, cabeleireiras, chefes, colaboradoras, terapeutas, psicologas e acima de tudo, companheiras fies!!!! Bjks
Decepções
Já tive muitas decepões na minha vida! E quem não as teve, não é verdade? Porém, a maior das minhas decepções foi descobrir que por mais que se conviva com alguém devo apenas confiar em mim, nos meus principios e nos meus valores... E sou ainda mais enfática em dizer que venderia um rim, mas jamais compraria uma ideia falsa!
Comportamento Humano
As vezes fico inconformada com o comportamento das pessoas. Por que será que elas acham que podem simplesmente se intrometer na vida alheia como se isso fosse um direito dela? Fala-se das roupas, dos cabelos, dos temperamentos, das personalidades, das atitudes, enfim, falam de tudo, fala-se tanto que nem sobra tempo para conhecer a pessoa direito... Ai como isso me irrita!
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Minha primeira mágoa
A minha infância foi, para mim, muito confusa. Sofri influências da minha casa e pouco absorvi do que vivia na rua, na escola e com os amigos.
Na verdade, eu não me lembro de muita coisa da minha infância. Não assistia desenhos animados, não tive todos os brinquedos da moda, usava roupas e calçados usados dadas por conhecidos ou parentes, não freqüentava Mc Donald’s, não ia no cinema, não andava de bicicleta no parque, enfim, não fazia o que seria comum para uma criança.
Talvez, por isso, ainda não consiga identificar o que é uma real felicidade.
Lembro da primeira vez que fui ao supermercado, da primeira louça que lavei, dos xingamentos que levava na rua quando as pessoas se referiam ao meu tipo físico e ao meu cabelo.
Dessas lembranças tristes a mais dolorida foi a primeira “cintada” que eu levei do meu pai, e não digo literalmente dolorosa, porque depois vieram outras surras muito mais violentas, mas para mim o sofrimento estava na falta de motivo para a surra, isso se analisarmos pelo pensamento de uma criança de 5 anos de idade.
Lembro-me, como se fosse hoje, quando minha irmã me maltratava e que eu o dia todo ficava sem falar com ela. Naquela época costumávamos nos despedir do dia dando “boa noite” para todos da casa com um “selinho”. Nesse dia, minha irmã me magoou tanto que eu não quis dar o tal beijo tipo selinho que chamávamos de “biu”. Eu mal sabia que a mágoa maior estava por vir. Meu pai tentou me obrigar a dar o tal “biu” na minha irmã e quando viu que eu não ia dar mesmo, tirou o cinto de uma das minhas roupas compradas no Brás e me bateu. Como essa cintada doeu! Não no meu corpo, mas no meu interior. A minha alma ficou dolorida. Eu queria tanto que ele ouvisse o porquê da recusa, mas ele não queria me ouvir.
Fui dormir chorando, com a perna marcada e desta vez, não mais magoada com minha irmã e sim com meu pai.
Notei que quando me deitei meu pai foi até a minha cama e me pediu desculpas, mas já era tarde demais. A mágoa já estava lá. A marca da perna saiu claro, mas eu nunca me esqueci desse episódio que me causou uma revolta tamanha. Talvez seja esse o motivo de eu ter que falar sempre mais alto que todo mundo, acredito que tenho receio de que ninguém me ouça.
Na verdade, eu não me lembro de muita coisa da minha infância. Não assistia desenhos animados, não tive todos os brinquedos da moda, usava roupas e calçados usados dadas por conhecidos ou parentes, não freqüentava Mc Donald’s, não ia no cinema, não andava de bicicleta no parque, enfim, não fazia o que seria comum para uma criança.
Talvez, por isso, ainda não consiga identificar o que é uma real felicidade.
Lembro da primeira vez que fui ao supermercado, da primeira louça que lavei, dos xingamentos que levava na rua quando as pessoas se referiam ao meu tipo físico e ao meu cabelo.
Dessas lembranças tristes a mais dolorida foi a primeira “cintada” que eu levei do meu pai, e não digo literalmente dolorosa, porque depois vieram outras surras muito mais violentas, mas para mim o sofrimento estava na falta de motivo para a surra, isso se analisarmos pelo pensamento de uma criança de 5 anos de idade.
Lembro-me, como se fosse hoje, quando minha irmã me maltratava e que eu o dia todo ficava sem falar com ela. Naquela época costumávamos nos despedir do dia dando “boa noite” para todos da casa com um “selinho”. Nesse dia, minha irmã me magoou tanto que eu não quis dar o tal beijo tipo selinho que chamávamos de “biu”. Eu mal sabia que a mágoa maior estava por vir. Meu pai tentou me obrigar a dar o tal “biu” na minha irmã e quando viu que eu não ia dar mesmo, tirou o cinto de uma das minhas roupas compradas no Brás e me bateu. Como essa cintada doeu! Não no meu corpo, mas no meu interior. A minha alma ficou dolorida. Eu queria tanto que ele ouvisse o porquê da recusa, mas ele não queria me ouvir.
Fui dormir chorando, com a perna marcada e desta vez, não mais magoada com minha irmã e sim com meu pai.
Notei que quando me deitei meu pai foi até a minha cama e me pediu desculpas, mas já era tarde demais. A mágoa já estava lá. A marca da perna saiu claro, mas eu nunca me esqueci desse episódio que me causou uma revolta tamanha. Talvez seja esse o motivo de eu ter que falar sempre mais alto que todo mundo, acredito que tenho receio de que ninguém me ouça.
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